Reflexões da vida de uma futura pedagoga
A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria /
Prática sem a qual a teoria pode ir virando blablablá e a prática, ativismo.
(Freire, 1996, p.12)
Falar sobre a minha formação docente no curso de pedagogia é olhar pra trás e observar um passado de luta e desejo em ser professora. Desde criança (assim conta meus pais), eu sempre quis ser professora. Aos 4 anos brincava de “escolinha” nos fundos de minha casa com meus amigos, já que nenhum de nós ia à escola(só freqüentei a escola aos 8 anos de idade). E nessas brincadeiras eu era sempre a professora, mesmo sem saber direito como era uma.
O meu ensino fundamental I foi numa escola particular, que meus pais com muito sacrifício me colocaram. Estudei com uma professora famosa por ser rigorosa e inflexível em suas concepções. Não se precisa dizer que ela era totalmente tradicionalista. Batia em seus alunos, gritava muito, e tinha uma régua que dava medo a qualquer um. Resultado: Eu tinha tanto medo dela que vivia quietinha em meu canto, sem falar ou fazer nada. Até hoje trago seqüelas deste tipo de ensino: Não leio bem para outras pessoas e morro de medo de falar em público.
Contudo, quando iniciei o antigo colegial, comecei a dar valor àquela professora, ou pelo menos a tudo que ela havia me ensinado. A maioria dos meus colegas da 5º série não sabia ler direito nem a fazer as quatro operações, que para mim era moleza. Então comecei a dar aulas de reforço aos colegas e quando estava cursando o magistério montei uma escolinha que não durou muito, pois sou uma péssima administradora e ninguém me pagava direito pelo trabalho. Fui à falência e voltei a dar aulas de reforço.
Ao me lembrar do meu curso de magistério (de 4 anos), só me lembro que demorou muito a passar. Parecia uma eternidade! Odiava as professoras de português que eu tinha, elas eram relapsas e desinteressadas, mas tive uma ótima professora de Educação Infantil e Alfabetização, Cássia Brandão. Essas foram as melhores disciplinas que tive no magistério. Com ela aprendi tudo o que usei nos anos em que trabalhei como professora, antes da universidade. E por incrível que pareça, em terminei trabalhando na Educação Infantil e hoje sou uma alfabetizadora.
Passei muito tempo de minha vida sem interesse em cursar a faculdade. Ninguém da minha família havia entrado em uma universidade, então, pra mim era uma realidade distante. Mas em 2003 fiz algumas amizades que me incentivaram e eu entrei num cursinho pré-vestibular da prefeitura de Jequié, mas como não consegui o dinheiro para o vestibular acabei desistindo.
Um ano depois um amigo pediu que eu o ajudasse a estudar para o vestibular, eu aceitei e na época da inscrição do vestibular, para minha surpresa, ele resolveu pagar também a minha inscrição. Resultado eu passei e ele não. Eu não dava muita importância em cursar uma universidade, mas quando vi o brilho de orgulho nos olhos de meu pai, tive um incentivo maior em estudar e hoje que já não o tenho comigo, sinto por não ter dado a ele a alegria de me ver formada. Continuando, por incrível que pareça no dia que eu iria iniciar o curso consegui um emprego como professora da educação infantil numa escola particular próxima à UESB.
Na época eu decidi cursar pedagogia por causa da concorrência, que era baixa, mas no decorrer do curso percebi que era isto mesmo que eu queria. Este curso me apresentou à teóricos que me auxiliaram tremendamente em meu novo emprego e posteriormente em meu estágio. São exemplo, Emília ferreiro e Ana Teberowsky que evidenciaram fatores importantes do desenvolvimento cognitivo e do processo de aprendizagem da língua escrita.com o qual eu me identifiquei e me apoiei várias vezes quando tinha dificuldades em entender o desenvolvimento cognitivo de meus alunos.
Um outro é Paulo Freire que me mostrou que ser professor é perpassa o ato simples de ensinar. Ele me mostrou que um educador é um formador de cidadão consciente mesmo que este seja apenas uma criança. Me deu a visão de que aquele que ensina aprende . Que a dialética da relação professor – aluno, interativa e recíproca, garante que a docência não seja mero derramamento de conteúdos em alunos vazios e dóceis.
O período de estágio, é muito importante, contudo, deveria ser uma experiência onde o estudante de pedagogia tivesse contato com a sala de aula pelo menos desde a 4º semestre ou antes, pois para maioria dos meus colegas que ainda não estavam trabalhando na área foi um choque (no estágio de educação infantil) entrar em sala assim de uma vez, sem outras experiências
Isto me fez lembrar da frase de Carl Rogers " Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha.". Disponível em: http://www.projetospedagogicosdinamicos.kit.net/index_arquivos/Page756.htm. acesso em: 18/06/08. Como educadores precisamos pensar em nossos alunos como pessoa, que necessita não só dos conteúdos estudados, precisam de nosso apoio, carinho e atenção. É assim que eu encararei o meu período de estágio, como uma oportunidade de fazer diferença na vida daquelas crianças.
A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria /
Prática sem a qual a teoria pode ir virando blablablá e a prática, ativismo.
(Freire, 1996, p.12)
Falar sobre a minha formação docente no curso de pedagogia é olhar pra trás e observar um passado de luta e desejo em ser professora. Desde criança (assim conta meus pais), eu sempre quis ser professora. Aos 4 anos brincava de “escolinha” nos fundos de minha casa com meus amigos, já que nenhum de nós ia à escola(só freqüentei a escola aos 8 anos de idade). E nessas brincadeiras eu era sempre a professora, mesmo sem saber direito como era uma.
O meu ensino fundamental I foi numa escola particular, que meus pais com muito sacrifício me colocaram. Estudei com uma professora famosa por ser rigorosa e inflexível em suas concepções. Não se precisa dizer que ela era totalmente tradicionalista. Batia em seus alunos, gritava muito, e tinha uma régua que dava medo a qualquer um. Resultado: Eu tinha tanto medo dela que vivia quietinha em meu canto, sem falar ou fazer nada. Até hoje trago seqüelas deste tipo de ensino: Não leio bem para outras pessoas e morro de medo de falar em público.
Contudo, quando iniciei o antigo colegial, comecei a dar valor àquela professora, ou pelo menos a tudo que ela havia me ensinado. A maioria dos meus colegas da 5º série não sabia ler direito nem a fazer as quatro operações, que para mim era moleza. Então comecei a dar aulas de reforço aos colegas e quando estava cursando o magistério montei uma escolinha que não durou muito, pois sou uma péssima administradora e ninguém me pagava direito pelo trabalho. Fui à falência e voltei a dar aulas de reforço.
Ao me lembrar do meu curso de magistério (de 4 anos), só me lembro que demorou muito a passar. Parecia uma eternidade! Odiava as professoras de português que eu tinha, elas eram relapsas e desinteressadas, mas tive uma ótima professora de Educação Infantil e Alfabetização, Cássia Brandão. Essas foram as melhores disciplinas que tive no magistério. Com ela aprendi tudo o que usei nos anos em que trabalhei como professora, antes da universidade. E por incrível que pareça, em terminei trabalhando na Educação Infantil e hoje sou uma alfabetizadora.
Passei muito tempo de minha vida sem interesse em cursar a faculdade. Ninguém da minha família havia entrado em uma universidade, então, pra mim era uma realidade distante. Mas em 2003 fiz algumas amizades que me incentivaram e eu entrei num cursinho pré-vestibular da prefeitura de Jequié, mas como não consegui o dinheiro para o vestibular acabei desistindo.
Um ano depois um amigo pediu que eu o ajudasse a estudar para o vestibular, eu aceitei e na época da inscrição do vestibular, para minha surpresa, ele resolveu pagar também a minha inscrição. Resultado eu passei e ele não. Eu não dava muita importância em cursar uma universidade, mas quando vi o brilho de orgulho nos olhos de meu pai, tive um incentivo maior em estudar e hoje que já não o tenho comigo, sinto por não ter dado a ele a alegria de me ver formada. Continuando, por incrível que pareça no dia que eu iria iniciar o curso consegui um emprego como professora da educação infantil numa escola particular próxima à UESB.
Na época eu decidi cursar pedagogia por causa da concorrência, que era baixa, mas no decorrer do curso percebi que era isto mesmo que eu queria. Este curso me apresentou à teóricos que me auxiliaram tremendamente em meu novo emprego e posteriormente em meu estágio. São exemplo, Emília ferreiro e Ana Teberowsky que evidenciaram fatores importantes do desenvolvimento cognitivo e do processo de aprendizagem da língua escrita.com o qual eu me identifiquei e me apoiei várias vezes quando tinha dificuldades em entender o desenvolvimento cognitivo de meus alunos.
Um outro é Paulo Freire que me mostrou que ser professor é perpassa o ato simples de ensinar. Ele me mostrou que um educador é um formador de cidadão consciente mesmo que este seja apenas uma criança. Me deu a visão de que aquele que ensina aprende . Que a dialética da relação professor – aluno, interativa e recíproca, garante que a docência não seja mero derramamento de conteúdos em alunos vazios e dóceis.
O período de estágio, é muito importante, contudo, deveria ser uma experiência onde o estudante de pedagogia tivesse contato com a sala de aula pelo menos desde a 4º semestre ou antes, pois para maioria dos meus colegas que ainda não estavam trabalhando na área foi um choque (no estágio de educação infantil) entrar em sala assim de uma vez, sem outras experiências
Isto me fez lembrar da frase de Carl Rogers " Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha.". Disponível em: http://www.projetospedagogicosdinamicos.kit.net/index_arquivos/Page756.htm. acesso em: 18/06/08. Como educadores precisamos pensar em nossos alunos como pessoa, que necessita não só dos conteúdos estudados, precisam de nosso apoio, carinho e atenção. É assim que eu encararei o meu período de estágio, como uma oportunidade de fazer diferença na vida daquelas crianças.
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