" O importante é ressaltar que para conhecer como o outro experiementa a vida, faz-se necessário o exercício sensivelmente difícil de sairmos de nós mesmos. Há que nos desdobrar-nos, revirar-mos, suspendermos preconceitos, criticarmo-nos, abrirmo-nos a certa violação de habitus sagrados na sociedade do eu. Experiência intestina e sensivelmente relacional da intercriticidade."
APRESENTAR AOS ALUNOS DO TERCEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL I RESULTADOS DE SEUS TRABALHOS SOBRE RECICLAGEM E DICAS DE TRANSFORMAR O PLANETA TERRA NUM MONDO MELHOR! Apresentar também atividades e práticas relevantes para este intuito.
domingo, 21 de maio de 2017
Minhas reflexões sobre ser Pedagoga
Reflexões da vida de uma futura pedagoga
A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria /
Prática sem a qual a teoria pode ir virando blablablá e a prática, ativismo.
(Freire, 1996, p.12)
Falar sobre a minha formação docente no curso de pedagogia é olhar pra trás e observar um passado de luta e desejo em ser professora. Desde criança (assim conta meus pais), eu sempre quis ser professora. Aos 4 anos brincava de “escolinha” nos fundos de minha casa com meus amigos, já que nenhum de nós ia à escola(só freqüentei a escola aos 8 anos de idade). E nessas brincadeiras eu era sempre a professora, mesmo sem saber direito como era uma.
O meu ensino fundamental I foi numa escola particular, que meus pais com muito sacrifício me colocaram. Estudei com uma professora famosa por ser rigorosa e inflexível em suas concepções. Não se precisa dizer que ela era totalmente tradicionalista. Batia em seus alunos, gritava muito, e tinha uma régua que dava medo a qualquer um. Resultado: Eu tinha tanto medo dela que vivia quietinha em meu canto, sem falar ou fazer nada. Até hoje trago seqüelas deste tipo de ensino: Não leio bem para outras pessoas e morro de medo de falar em público.
Contudo, quando iniciei o antigo colegial, comecei a dar valor àquela professora, ou pelo menos a tudo que ela havia me ensinado. A maioria dos meus colegas da 5º série não sabia ler direito nem a fazer as quatro operações, que para mim era moleza. Então comecei a dar aulas de reforço aos colegas e quando estava cursando o magistério montei uma escolinha que não durou muito, pois sou uma péssima administradora e ninguém me pagava direito pelo trabalho. Fui à falência e voltei a dar aulas de reforço.
Ao me lembrar do meu curso de magistério (de 4 anos), só me lembro que demorou muito a passar. Parecia uma eternidade! Odiava as professoras de português que eu tinha, elas eram relapsas e desinteressadas, mas tive uma ótima professora de Educação Infantil e Alfabetização, Cássia Brandão. Essas foram as melhores disciplinas que tive no magistério. Com ela aprendi tudo o que usei nos anos em que trabalhei como professora, antes da universidade. E por incrível que pareça, em terminei trabalhando na Educação Infantil e hoje sou uma alfabetizadora.
Passei muito tempo de minha vida sem interesse em cursar a faculdade. Ninguém da minha família havia entrado em uma universidade, então, pra mim era uma realidade distante. Mas em 2003 fiz algumas amizades que me incentivaram e eu entrei num cursinho pré-vestibular da prefeitura de Jequié, mas como não consegui o dinheiro para o vestibular acabei desistindo.
Um ano depois um amigo pediu que eu o ajudasse a estudar para o vestibular, eu aceitei e na época da inscrição do vestibular, para minha surpresa, ele resolveu pagar também a minha inscrição. Resultado eu passei e ele não. Eu não dava muita importância em cursar uma universidade, mas quando vi o brilho de orgulho nos olhos de meu pai, tive um incentivo maior em estudar e hoje que já não o tenho comigo, sinto por não ter dado a ele a alegria de me ver formada. Continuando, por incrível que pareça no dia que eu iria iniciar o curso consegui um emprego como professora da educação infantil numa escola particular próxima à UESB.
Na época eu decidi cursar pedagogia por causa da concorrência, que era baixa, mas no decorrer do curso percebi que era isto mesmo que eu queria. Este curso me apresentou à teóricos que me auxiliaram tremendamente em meu novo emprego e posteriormente em meu estágio. São exemplo, Emília ferreiro e Ana Teberowsky que evidenciaram fatores importantes do desenvolvimento cognitivo e do processo de aprendizagem da língua escrita.com o qual eu me identifiquei e me apoiei várias vezes quando tinha dificuldades em entender o desenvolvimento cognitivo de meus alunos.
Um outro é Paulo Freire que me mostrou que ser professor é perpassa o ato simples de ensinar. Ele me mostrou que um educador é um formador de cidadão consciente mesmo que este seja apenas uma criança. Me deu a visão de que aquele que ensina aprende . Que a dialética da relação professor – aluno, interativa e recíproca, garante que a docência não seja mero derramamento de conteúdos em alunos vazios e dóceis.
O período de estágio, é muito importante, contudo, deveria ser uma experiência onde o estudante de pedagogia tivesse contato com a sala de aula pelo menos desde a 4º semestre ou antes, pois para maioria dos meus colegas que ainda não estavam trabalhando na área foi um choque (no estágio de educação infantil) entrar em sala assim de uma vez, sem outras experiências
Isto me fez lembrar da frase de Carl Rogers " Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha.". Disponível em: http://www.projetospedagogicosdinamicos.kit.net/index_arquivos/Page756.htm. acesso em: 18/06/08. Como educadores precisamos pensar em nossos alunos como pessoa, que necessita não só dos conteúdos estudados, precisam de nosso apoio, carinho e atenção. É assim que eu encararei o meu período de estágio, como uma oportunidade de fazer diferença na vida daquelas crianças.
A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria /
Prática sem a qual a teoria pode ir virando blablablá e a prática, ativismo.
(Freire, 1996, p.12)
Falar sobre a minha formação docente no curso de pedagogia é olhar pra trás e observar um passado de luta e desejo em ser professora. Desde criança (assim conta meus pais), eu sempre quis ser professora. Aos 4 anos brincava de “escolinha” nos fundos de minha casa com meus amigos, já que nenhum de nós ia à escola(só freqüentei a escola aos 8 anos de idade). E nessas brincadeiras eu era sempre a professora, mesmo sem saber direito como era uma.
O meu ensino fundamental I foi numa escola particular, que meus pais com muito sacrifício me colocaram. Estudei com uma professora famosa por ser rigorosa e inflexível em suas concepções. Não se precisa dizer que ela era totalmente tradicionalista. Batia em seus alunos, gritava muito, e tinha uma régua que dava medo a qualquer um. Resultado: Eu tinha tanto medo dela que vivia quietinha em meu canto, sem falar ou fazer nada. Até hoje trago seqüelas deste tipo de ensino: Não leio bem para outras pessoas e morro de medo de falar em público.
Contudo, quando iniciei o antigo colegial, comecei a dar valor àquela professora, ou pelo menos a tudo que ela havia me ensinado. A maioria dos meus colegas da 5º série não sabia ler direito nem a fazer as quatro operações, que para mim era moleza. Então comecei a dar aulas de reforço aos colegas e quando estava cursando o magistério montei uma escolinha que não durou muito, pois sou uma péssima administradora e ninguém me pagava direito pelo trabalho. Fui à falência e voltei a dar aulas de reforço.
Ao me lembrar do meu curso de magistério (de 4 anos), só me lembro que demorou muito a passar. Parecia uma eternidade! Odiava as professoras de português que eu tinha, elas eram relapsas e desinteressadas, mas tive uma ótima professora de Educação Infantil e Alfabetização, Cássia Brandão. Essas foram as melhores disciplinas que tive no magistério. Com ela aprendi tudo o que usei nos anos em que trabalhei como professora, antes da universidade. E por incrível que pareça, em terminei trabalhando na Educação Infantil e hoje sou uma alfabetizadora.
Passei muito tempo de minha vida sem interesse em cursar a faculdade. Ninguém da minha família havia entrado em uma universidade, então, pra mim era uma realidade distante. Mas em 2003 fiz algumas amizades que me incentivaram e eu entrei num cursinho pré-vestibular da prefeitura de Jequié, mas como não consegui o dinheiro para o vestibular acabei desistindo.
Um ano depois um amigo pediu que eu o ajudasse a estudar para o vestibular, eu aceitei e na época da inscrição do vestibular, para minha surpresa, ele resolveu pagar também a minha inscrição. Resultado eu passei e ele não. Eu não dava muita importância em cursar uma universidade, mas quando vi o brilho de orgulho nos olhos de meu pai, tive um incentivo maior em estudar e hoje que já não o tenho comigo, sinto por não ter dado a ele a alegria de me ver formada. Continuando, por incrível que pareça no dia que eu iria iniciar o curso consegui um emprego como professora da educação infantil numa escola particular próxima à UESB.
Na época eu decidi cursar pedagogia por causa da concorrência, que era baixa, mas no decorrer do curso percebi que era isto mesmo que eu queria. Este curso me apresentou à teóricos que me auxiliaram tremendamente em meu novo emprego e posteriormente em meu estágio. São exemplo, Emília ferreiro e Ana Teberowsky que evidenciaram fatores importantes do desenvolvimento cognitivo e do processo de aprendizagem da língua escrita.com o qual eu me identifiquei e me apoiei várias vezes quando tinha dificuldades em entender o desenvolvimento cognitivo de meus alunos.
Um outro é Paulo Freire que me mostrou que ser professor é perpassa o ato simples de ensinar. Ele me mostrou que um educador é um formador de cidadão consciente mesmo que este seja apenas uma criança. Me deu a visão de que aquele que ensina aprende . Que a dialética da relação professor – aluno, interativa e recíproca, garante que a docência não seja mero derramamento de conteúdos em alunos vazios e dóceis.
O período de estágio, é muito importante, contudo, deveria ser uma experiência onde o estudante de pedagogia tivesse contato com a sala de aula pelo menos desde a 4º semestre ou antes, pois para maioria dos meus colegas que ainda não estavam trabalhando na área foi um choque (no estágio de educação infantil) entrar em sala assim de uma vez, sem outras experiências
Isto me fez lembrar da frase de Carl Rogers " Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha.". Disponível em: http://www.projetospedagogicosdinamicos.kit.net/index_arquivos/Page756.htm. acesso em: 18/06/08. Como educadores precisamos pensar em nossos alunos como pessoa, que necessita não só dos conteúdos estudados, precisam de nosso apoio, carinho e atenção. É assim que eu encararei o meu período de estágio, como uma oportunidade de fazer diferença na vida daquelas crianças.
A pesquisa como eixo de formação docente de Maria Tereza Estebari e Edwirges Zaccur
Neste texto surge vários questionamentos e inquietações. A professora do ensino básico deve também ser pesquisadora? Já que nem os professores universitários assumem, ou pelos menos não dão conta, esse papel e seus esforços pouco sustentam efeitos ou avanços na educação? Estebari e Zaccur (2002, p.12), afirmam que “a escola continua excludente, produzindo analfabetos, alfabetos funcionais e iletrados”.
Ainda vemos a professora da escola básica como consumidora passiva do conhecimento criado por pesquisas acadêmicas, mas será que não cabe a ela que está na prática, percebendo as dificuldades de seus alunos, também o papel de pesquisadora? Estebari e Accur (2002, p.14), ainda coloca que
Quem vive o cotidiano da escola não se reconhece no texto teórico, sentindo-se negado; quem teoriza precisa estar atento para não se abstrair da realidade da escola, exorcizando o que possa tumultuar a racionalidade do construto teórico elaborado.
Quem melhor para assumir ,ou pelo menos, colaborar para a evolução do planejamento dos antigos tecnicista do que a antiga “tia” que agora toma sobre si a função de educadora? Pois sua pesquisa pode ser gerada de inquietações e questionamentos originados da prática. Mas como romper com esta dicotomia entre teoria e prática? Em relação a isso Estebari e Zaccur (2002, p.23) esclarecem que
a qualificação do/a professor/a enquanto pesquisador/a se insere no processo de redimensionamento da relação pedagógica. A tradicional dicotomia entre o fazer e o pensar é substituída pela percepção da complexidade do processo pedagógico.
Assim o professor passa a exercer o papel de pesquisador, assume a posição de pensar, refletir a teoria na prática e a prática na teoria.
Ainda vemos a professora da escola básica como consumidora passiva do conhecimento criado por pesquisas acadêmicas, mas será que não cabe a ela que está na prática, percebendo as dificuldades de seus alunos, também o papel de pesquisadora? Estebari e Accur (2002, p.14), ainda coloca que
Quem vive o cotidiano da escola não se reconhece no texto teórico, sentindo-se negado; quem teoriza precisa estar atento para não se abstrair da realidade da escola, exorcizando o que possa tumultuar a racionalidade do construto teórico elaborado.
Quem melhor para assumir ,ou pelo menos, colaborar para a evolução do planejamento dos antigos tecnicista do que a antiga “tia” que agora toma sobre si a função de educadora? Pois sua pesquisa pode ser gerada de inquietações e questionamentos originados da prática. Mas como romper com esta dicotomia entre teoria e prática? Em relação a isso Estebari e Zaccur (2002, p.23) esclarecem que
a qualificação do/a professor/a enquanto pesquisador/a se insere no processo de redimensionamento da relação pedagógica. A tradicional dicotomia entre o fazer e o pensar é substituída pela percepção da complexidade do processo pedagógico.
Assim o professor passa a exercer o papel de pesquisador, assume a posição de pensar, refletir a teoria na prática e a prática na teoria.
Experiência do estágio
Reflexão do meu período de observação
Em meu período de observação no Caic na turma do 2° ano percebi muitas das dificuldades que as professoras passam no seu dia-a-dia. Percebi como é fácil para nós estudantes de pedagogia falar de teóricos, de suas teorias e de como é fácil criticar as professoras que estão em sala de aula. Mas na quando estamos em seus lugares, quando temos que construir um trabalho com as crianças, nem que seja um dia, como foi no caso do diagnóstico, percebemos as dificuldades enfrentadas por elas.
Lá, no Caic, encontramos crianças com todos os tipos de problemas, dificuldades, traumas e deficiências. Então entendi que deveríamos dar muito mais valor a estas guerreiras que enfrentam essas dificuldades todos os dias.
Precisamos então, entrar em suas salas de coração aberto. Utilizando sim de teorias, mas contando com os ensinamentos dessas professoras que têm muita experiência e ensinamentos para nos passar
Em meu período de observação no Caic na turma do 2° ano percebi muitas das dificuldades que as professoras passam no seu dia-a-dia. Percebi como é fácil para nós estudantes de pedagogia falar de teóricos, de suas teorias e de como é fácil criticar as professoras que estão em sala de aula. Mas na quando estamos em seus lugares, quando temos que construir um trabalho com as crianças, nem que seja um dia, como foi no caso do diagnóstico, percebemos as dificuldades enfrentadas por elas.
Lá, no Caic, encontramos crianças com todos os tipos de problemas, dificuldades, traumas e deficiências. Então entendi que deveríamos dar muito mais valor a estas guerreiras que enfrentam essas dificuldades todos os dias.
Precisamos então, entrar em suas salas de coração aberto. Utilizando sim de teorias, mas contando com os ensinamentos dessas professoras que têm muita experiência e ensinamentos para nos passar
Por que o estágio para quem já exerce o magistério: uma proposta de formação contínua.
A temática central deste texto é a questão: “Por que preciso fazer o estágio supervisionado se há tanto tempo sou professor?” (p.125) e Pimenta e Lima a responde apontando o estágio como sugestão de formação contínua e visto como possibilidade de ressignificação, podendo ser visto como ocasião de reflexão, ponderação da prática a partir das teorias estudadas durante o curso de pedagogia produzindo assim, novos conhecimentos.
As escritoras acrescentam que tradicionalmente o estágio era visto “de modo burocrático, sem ligação com as disciplinas do curso, resumindo-se, uma observação ou entrevista que em geral não é preparada” (PIMENTA E LIMA, 2004, p.126).
Quando fala em formação continuada, as autoras, dão o conceito de docência que “se refere não apenas ao domínio dos conteúdos nas diversas áreas do saber e o ensino, mas também à própria prática didático-pedagógica e, acima de tudo, à compreensão da política educacional na qual essa prática se insere” (PIMENTA E LIMA, 2004, p.130).
Elas encerram o texto falando da necessidade da coragem do docente de colocar na prática a teoria aprendida no curso, gerando assim, uma dialógica entre teoria e prática para uma formação ressignificada.
As escritoras acrescentam que tradicionalmente o estágio era visto “de modo burocrático, sem ligação com as disciplinas do curso, resumindo-se, uma observação ou entrevista que em geral não é preparada” (PIMENTA E LIMA, 2004, p.126).
Quando fala em formação continuada, as autoras, dão o conceito de docência que “se refere não apenas ao domínio dos conteúdos nas diversas áreas do saber e o ensino, mas também à própria prática didático-pedagógica e, acima de tudo, à compreensão da política educacional na qual essa prática se insere” (PIMENTA E LIMA, 2004, p.130).
Elas encerram o texto falando da necessidade da coragem do docente de colocar na prática a teoria aprendida no curso, gerando assim, uma dialógica entre teoria e prática para uma formação ressignificada.
Reflexão sobre minha segunda semana de estágio!
O estágio é um período de busca de aperfeiçoamento na gestão de uma sala de aula. Nós professores em formação ou não encontramos diariamente situações problematizadoras em sala de aula que nos fazem refletir e pesquisar novas formas de educar.
Então, nesse período é de fundamental importância o ato de planejar. Por isso buscamos no estágio planejar em conjunto, com nossos colegas estagiários, observando não só as problemáticas encontradas em nossas salas mas nas dos colegas, estendendo assim nossa área de pesquisa.
Nas categorias de GAUTHIER, obsevamos a importância das representações e expectativas do professor, onde ele deve considerar todas as informações possíveis sobre seus alunos, em relação a raça, idade, sexo, origem. Em relação a aplicação das medidas disciplinares e das sanções percebemos que as intervenções bem sucedidas, foram feitas em particular. A criança em geral se sente envergonhada e constrangida quando é chamada a atenção no grupo, sendo muito mais eficaz conversar em particular com ela e explicar o problema. E foi assim que trabalhamos em sala de aula.
Nossos alunos são calmos em relação ao que ouvimos das outras classes. Não tivemos muitos problemas disciplinais, mas quando alguma criança manifestava agressividade, buscamos acalma-las no momento e depois conversamos com elas para compreender o motivo de tal agressividade e explicar a importância da amizade e do bom convívio em sala de aula.
Então, nesse período é de fundamental importância o ato de planejar. Por isso buscamos no estágio planejar em conjunto, com nossos colegas estagiários, observando não só as problemáticas encontradas em nossas salas mas nas dos colegas, estendendo assim nossa área de pesquisa.
Nas categorias de GAUTHIER, obsevamos a importância das representações e expectativas do professor, onde ele deve considerar todas as informações possíveis sobre seus alunos, em relação a raça, idade, sexo, origem. Em relação a aplicação das medidas disciplinares e das sanções percebemos que as intervenções bem sucedidas, foram feitas em particular. A criança em geral se sente envergonhada e constrangida quando é chamada a atenção no grupo, sendo muito mais eficaz conversar em particular com ela e explicar o problema. E foi assim que trabalhamos em sala de aula.
Nossos alunos são calmos em relação ao que ouvimos das outras classes. Não tivemos muitos problemas disciplinais, mas quando alguma criança manifestava agressividade, buscamos acalma-las no momento e depois conversamos com elas para compreender o motivo de tal agressividade e explicar a importância da amizade e do bom convívio em sala de aula.
Reflexões sobre minha terceira semana de estágio!
A docência é regada de situações complexas e de momentos de indecisões. E o estágio não está longe disso. Neste período me senti testada em minha metodologia e tive momentos de questionamentos com relação a meus métodos e técnicas alfabetizadoras, porém acredito na importância destes momentos, pois me fez pensar, analisar minha prática e rever minha metodologia.
No texto “Os dilemas práticos dos professores”, percebe-se alguns desses dilemas quando afirma “são dilemas, por exemplo, como conciliar as exigências dos programas oficiais com as necessidades concretas dos alunos; ou como administrar o grupo sem deixar de atender a cada aluno individualmente”. P. 3.
Me percebi em situações parecidas e consegui formular métodos novos para mim, durante esta semana para resolver as dificuldades encontradas. Quando o texto fala sobre os programas oficiais e as necessidades dos alunos, me vi em sala de aula, numa turma de 1ª série com conteúdos oficiais que tiveram que readaptadas para se trabalhar com crianças que necessitavam ser alfabetizadas.
Zabella 2003, p. 6 conclui seu artigo afirmando que “ensinar’ é algo como mover-se profissionalmente em espaços problemáticos”, foi assim que em me senti. Porém, me senti motivada e impulsionada a buscar respostas aos meus dilemas evoluindo, desta forma, em minha metodologia
No texto “Os dilemas práticos dos professores”, percebe-se alguns desses dilemas quando afirma “são dilemas, por exemplo, como conciliar as exigências dos programas oficiais com as necessidades concretas dos alunos; ou como administrar o grupo sem deixar de atender a cada aluno individualmente”. P. 3.
Me percebi em situações parecidas e consegui formular métodos novos para mim, durante esta semana para resolver as dificuldades encontradas. Quando o texto fala sobre os programas oficiais e as necessidades dos alunos, me vi em sala de aula, numa turma de 1ª série com conteúdos oficiais que tiveram que readaptadas para se trabalhar com crianças que necessitavam ser alfabetizadas.
Zabella 2003, p. 6 conclui seu artigo afirmando que “ensinar’ é algo como mover-se profissionalmente em espaços problemáticos”, foi assim que em me senti. Porém, me senti motivada e impulsionada a buscar respostas aos meus dilemas evoluindo, desta forma, em minha metodologia
Ser um alfabetizador
Ser um alfabetizador é uma tarefa árdua, mas recompensadora. Não há nada mais gratificante para um educador do quer seu aluno lendo. Um aluno que muitas vezes, chega em nossas mãos com tantas dificuldades de aprendizagem e por fim aprendem a ler e escrever. É maravilhoso!
Mas para que isso aconteça, para que possamos realmente colaborar com a alfabetização de uma criança é preciso que haja uma mediação entre sua prática e a teoria. É necessário haver uma mediação pedagógica. É importância diferenciar um modelo pedagógico, cuja acepção é educar, de um paradigma, cujo propósito é ensinar. Educar perpassa os parâmetros de ensinar.
Ensinar está centrado nos conteúdos, objetivando apenas e passar estes para os alunos, ou seja, se preocupa com a transmissão de conhecimentos. Educar vai além. Educar é estabelecer uma troca com o educando, é considerar e valorizar seus conhecimentos de vida.
Assim, nesta etapa final, percebo que durante o estágio procurei valorizar a história de vida de meus alunos, conhecendo-os o máximo possível e utilizando os conhecimentos de mundo deles. Utilizando músicas, textos, figuras, atividades que estivessem próximos da realidade deles. Eu acredito que é esta a função do educador, mediar a criança no processo de aprendizado.
Mas para que isso aconteça, para que possamos realmente colaborar com a alfabetização de uma criança é preciso que haja uma mediação entre sua prática e a teoria. É necessário haver uma mediação pedagógica. É importância diferenciar um modelo pedagógico, cuja acepção é educar, de um paradigma, cujo propósito é ensinar. Educar perpassa os parâmetros de ensinar.
Ensinar está centrado nos conteúdos, objetivando apenas e passar estes para os alunos, ou seja, se preocupa com a transmissão de conhecimentos. Educar vai além. Educar é estabelecer uma troca com o educando, é considerar e valorizar seus conhecimentos de vida.
Assim, nesta etapa final, percebo que durante o estágio procurei valorizar a história de vida de meus alunos, conhecendo-os o máximo possível e utilizando os conhecimentos de mundo deles. Utilizando músicas, textos, figuras, atividades que estivessem próximos da realidade deles. Eu acredito que é esta a função do educador, mediar a criança no processo de aprendizado.
REPENSANDO A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO ESPAÇO ESCOLAR A PARTIRDE UMA PERSPECTIVA PSICOPEDAGÓGICA.
INTRODUÇÃO
Este trabalho é resultado da proposta de estagio supervisiona da disciplina: Diagnóstico e Intervenção em Psicopedagogia Clínica e Institucional I. Do Curso de Pós Graduação em Psicopedagogia Institucional e clinica do Instituto Educar, Faculdade João Calvino. A escola na qual estagiamos permnecerá em anonimato. A escola é dividida em Educação Infantil - Pré-Escola com quatro horas de duração e Ensino Fundamental – Séries Iniciais – como quatro horas de duração. Com quinze funcionários, sendo nove professores, uma diretora (a proprietária), uma coordenadora, uma secretária, um serviço geral e dois assistentes. Todos os funcionários têm pelos menos o ensino superior, todos os professores já fizeram pós- graduação, tendo professores especialistas em Educação Especial, Psicopedagogia e Gestão
. Com relação ao espaço físico a escola tem seis salas, sendo três para educação infantil e três para o ensino fundamental. Mais uma sala de balé, uma quadra, seis banheiros, uma cantina, uma secretaria e ainda está em expansão. Em relação à acessibilidade, a escola é acessível aos portadores de deficiência. Encontramos lá rampas e professores formados em educação especial. A comunidade escolar apresenta o perfil social de classe trabalhadora, porém pareceu-nos não haver defasagem na formação escolar e cultural, higiene e principalmente não percebemos carência afetiva nas crianças. Apesar dos pais trabalharem todo o dia tinha sempre alguém da família para levar a criança, ou a os pais as levavam antes do trabalho. Percebemos uma relação de afeto, respeito e carinho entre a criança, a família e a escola. A problemática encontrada neste espaço escolar foi a pouca participação dos pais no convívio escolar de seus filhos.
. Com relação ao espaço físico a escola tem seis salas, sendo três para educação infantil e três para o ensino fundamental. Mais uma sala de balé, uma quadra, seis banheiros, uma cantina, uma secretaria e ainda está em expansão. Em relação à acessibilidade, a escola é acessível aos portadores de deficiência. Encontramos lá rampas e professores formados em educação especial. A comunidade escolar apresenta o perfil social de classe trabalhadora, porém pareceu-nos não haver defasagem na formação escolar e cultural, higiene e principalmente não percebemos carência afetiva nas crianças. Apesar dos pais trabalharem todo o dia tinha sempre alguém da família para levar a criança, ou a os pais as levavam antes do trabalho. Percebemos uma relação de afeto, respeito e carinho entre a criança, a família e a escola. A problemática encontrada neste espaço escolar foi a pouca participação dos pais no convívio escolar de seus filhos.
OBJETIVOS
Objetivo Geral Possibilitar aos alunos da escola observada uma educação de qualidade onde sua família participe, intervenha e colabore nesta educação.
Objetivos Específicos
Contribuir com a formação dos alunos da escola estudada.
Analisar as situações dos estudantes com dificuldades de aprendizagem, nas quais as famílias não participam ativamente de sua educação;
Intervir específica e individualmente, no que se refere aos problemas da participação dos pais na escola observada.
A participação dos pais no cotidiano escolar dos filhos é um fator determinante para o desempenho do aluno na escola, tornando a família uma instituição importante no processo ensino-aprendizagem. A família exerce uma importante função mediadora entre o indivíduo e as estruturas sociais. Todas as pessoas, à medida que participam de grupos e da sociedade, possuem cultura. Através da cultura o homem adquire conhecimentos e técnicas necessários à sua sobrevivência física e social, podendo dominar e controlar na medida do possível, o meio em que vive. E é a família um dos principais se não, o principal meio do qual adquirimos nossa cultura. Segundo Guzzo e Tizzei (2007, p. 42), "A família representa um ambiente extremamente importante para o desenvolvimento da criança, porque é o primeiro sistema em que o ser humano se insere na sociedade, por meio do qual começa a estabelecer seu vínculo com o mundo". Dessa forma, não há como a família se manter afastada da educação de suas crianças, deixando que a escola cumpra papel dos pais além de cumprir como seus próprio papel da educação sistematizada. Conforme Rubinstein (2003), a aprendizagem proporcionada pela escola não compreende apenas o conhecimento social, mas também valores e ideais. A escola é o lugar onde ocorre a continuidade dos princípios familiares. Assim, a escola permanece encarregada de receber e orientar o aluno em complementação à educação da família, para que possa se acomodar no meio, da melhor forma possível. De acordo com Cardoso (2009), o papel da escola encontra-se alicerçado nas questões relacionais, sociais, nas capacidades cognitivas, na habilidade de lidar com o novo. Por isso, compete à escola tornar o indivíduo um cidadão capaz de exercer a sua cidadania, bem como reconhecer seus direitos e deveres.
Sendo assim, família e escola devem educar como equipe para propiciar à criança em desenvolvimento maior segurança para enfrentar as dificuldades que são impostas pela sociedade. Na maioria das vezes, quando o fracasso escolar não está associado às desordens neurológicas, o ambiente familiar tem grande participação nesse fracasso. Boa parte dos problemas encontrados são lentidão de raciocínio, falta de atenção e desinteresse. Esses aspectos precisam ser trabalhados para se obter melhor rendimento intelectual. Lembramos que a escola e o meio social também têm a sua responsabilidade no que se refere ao fracasso escolar. A família desempenha um papel decisivo na condução e evolução do problema acima mencionado, pois, muitas vezes, não quer enxergar essa criança com dificuldades, essa criança que, muitas vezes, está pedindo socorro, pedindo um abraço um carinho, um beijo e que não produz na escola para chamar a atenção para o seu pedido, a sua carência. Esse vínculo afetivo é primordial para o bom desenvolvimento da criança. Concordamos com Souza (1995, p.58) quando diz que [...] fatores da vida psíquica da criança podem atrapalhar o bom desenvolvimento dos processos cognitivos, e sua relação com a aquisição de conhecimentos e com a família, na medida em que atitudes parentais influenciam sobremaneira a relação da criança com o conhecimento. Sabemos que uma criança só aprende se ela tem o desejo de aprender. E para isso é importante que os pais contribuam para que ela tenha esse desejo. Existe um desejo por parte da família quando a criança é colocada na escola, pois da criança é cobrado que seja bem-sucedida. Porém, quando esse desejo não se realiza como esperado, surgem à frustração e a raiva que acabam colocando a criança num plano de menos valia, surgindo, daí, as dificuldades na aprendizagem. Acreditando neste desejo é que iremos propor à escola mais reuniões como os pais. Reuniões onde a família possa receber material, dicas e direcionamento de como ajudar seus filhos em seu processo educativo.
Na revista Educar para crescer (11-2013), no texto de Juliana Bernardino 11 maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho, encontramos dicas de como a família pode ajudar na aprendizagem de suas crianças, 1. Deixar bilhetes ou escrever cartas Que outra função tão importante tem a escrita que não a de comunicar? Pois desde bem cedo a criança pode perceber isso, pelas atitudes dos pais. Deixe recadinhos na porta da geladeira, escreva cartas e estimule-a a fazer o mesmo (mesmo que saiam apenas rabiscos. Lembre-se: nessa fase do desenvolvimento, não se erra, se tenta acertar). 'Vou escrever uma carta para a vovó contando como estamos. O que você quer que eu conte para ela?'. Recebeu uma carta ou encontrou um recadinho em casa? Leia em voz alta. "Procure incluir a criança sempre que uma situação de comunicação escrita se apresentar na casa", aconselha a educadora Maria Claudia.
2. Preparar receitas culinárias na presença da criança. Num ambiente alfabetizador, é importante que a família chame a criança, desde muito cedo, para participar de algumas ações, de forma que ela presencie o contato com a língua escrita, percebendo suas várias funções. Na culinária isso pode acontecer de maneira descontraída e divertida. Durante a receita de um bolo, por exemplo, vá perguntando para a criança: "Vamos ver o que falta colocar? Ah, ainda preciso colocar 3 ovos, está escrito aqui".
3. Ler histórias Ler para a criança pequena tem muitos benefícios e, num ambiente alfabetizador, é a primeira exigência a ser feita, pois é por meio de pais e professores que a criança passa a ter contato com a língua escrita. "Quando a mãe lê uma história para a criança, ela é leitora junto com a mãe", acredita Maria Claudia Rebellato. Leia com frequência para seu filho: gibis, revistas, contos de fadas... Leia mais de uma vez o mesmo livro, pois isso é importante para a criança começar a recontar aquela história depois, no papel de leitora, inclusive passando as páginas do livro corretamente.
4. Ser um modelo de leitor Essa é a premissa mais básica de qualquer ambiente alfabetizador. A criança forma valores a partir de bons modelos e, assim, ter pais leitores é fundamental para ela aderir à leitura. "Estante de livro não pode parecer santuário. As crianças têm de observar que os pais estão sempre mexendo ali, escolhendo um livro, lendo-o e comentando-o com a família", acredita Cida Sarraf. E não apenas os livros. A leitura de revistas e jornais também tem de ser um hábito dos pais.
5. Explorar rótulos de embalagens Alguns produtos são recorrentes na dispensa de nossas casas e as crianças acabam se acostumando com a presença deles. Aproveite momentos de descontração, como durante as refeições, para ler os rótulos junto com seu filho. "Com o tempo, ele começa a ler por imagem, por associação. Ele pode ainda não estar alfabetizado, mas já sabe o que está escrito naquela embalagem", explica a especialista Maria Claudia Rebellato. Segundo ela, os rótulos são interessantes de serem lidos porque, na maioria dos casos, são escritos em letra CAIXA ALTA, que é a qual a criança assimila antes da letra cursiva.
6. Fazer listas de compras com seu filho Esta aí uma tarefa pra lá de corriqueira: fazer a lista de compras do supermercado. Num ambiente alfabetizador, o momento pode ser aproveitado: chame a criança para preencher a lista com você e faça com que ela perceba que você anota no papel as coisas que irá comprar, para consultar lá no mercado (uma forma de ela relacionar a linguagem oral com a escrita). Vá conversando com ela: "Vamos anotar para não esquecer. O que mais vamos ter de comprar? Então, vamos escrever aqui". Deixe que ela acompanhe com os olhos o que você está escrevendo e vá falando em voz alta.
7. Aproveitar as situações da rua Placas de trânsito, destino de ônibus, outdoors, letreiros, panfletos, faixas... onde quer que frequentemos estaremos sempre em contato com o mundo letrado e é ótimo que os diferentes elementos sejam aproveitados com a criança. "Dá para levar em forma de brincadeira. 'Olha filho, tem uma placa igual a essa em frente à nossa casa. Sabe o que está escrito nela?'’ ou ainda 'Olha, filho, esse ônibus vai para Cajuru. Cajuru também começa com Ca, igual o nome da mamãe, Carolina'. É por meio dessas situações que a criança vai percebendo as diferentes funções da escrita e fazendo associações", acredita Maria Claudia. Segundo ela, é uma forma não de ensinar/aprender, mas de brincar com as letras, com as palavras, com a escrita e a leitura.
8. Fazer os convites de aniversário com a criança Escrever nos convitinhos de aniversário é uma etapa da festa da qual a criança precisa participar. Pergunte a ela: "o que teremos de escrever nos convites? Precisamos dizer onde vai ser e a que horas". Isso pode ser feito desde o primeiro aniversário da criança, repetindo nos anos seguintes, até chegar a vez em que ela própria irá querer escrever sozinha, com sua letrinha.
9. Montar uma agenda telefônica A agenda telefônica é um bom objeto a ser explorado com as crianças. Ela mostra, claramente, o que é texto e o que é número, com a função de cada um deles. O texto é usado para escrever o nome das pessoas ou dos lugares, enquanto o número é utilizado para informar o telefone. No dia a dia, chame a criança para observar essa diferença. "Olha filho, deste lado ficam os nomes das pessoas e deste o número do telefone delas. Vamos ver qual o número da casa da titia?".
10. Apontar outros materiais escritos Brinquedinhos com palavras e números, calendários, jogos de computador, álbum de fotografia com legendas, scrapbook, tudo isso pode estar no ambiente de convivência da criança, mas... desde que realmente sejam usados por ela, e não funcionem como meros enfeites do seu quarto. "A criança tem de perceber a função de cada um dos elementos que é posto para ela", reitera Cida Sarraf. Houve um tempo em que pais e professores acreditavam que bastava etiquetar os objetos (etiqueta com a palavra cama na cama, com a palavra armário no armário) para as crianças se familiarizarem com a língua. Mas as pesquisas mais atuais mostraram que os diversos gêneros textuais precisam estar presentes e serem usados dentro de uma função comunicativa. Portanto, quando for montar um álbum com fotos de uma viagem, chame a criança para legendar cada foto com você. "Você lembra como se chamava este lugar? Vamos escrever aqui para sabermos daqui a um tempo".
11. Respeitar o ritmo da criança Sabe o que mais pode ajudar na alfabetização de seu filho? Compreender o seu ritmo! Isso mesmo. Investir no ambiente alfabetizador é importante para que as crianças ganhem mais intimidade com a língua escrita (e dessa forma encontrem menos dificuldade quando estiverem aprendendo a ler a escrever), mas isso não quer dizer que o processo será, necessariamente, acelerado, e é importante que os pais tenham isso em mente. Lembre-se: começar a ler e a escrever mais tardiamente não representa problema de aprendizagem ou falta de inteligência. Na maioria dos casos, significa apenas que a criança ainda não atingiu um nível necessário de maturidade.
Segundo Maria Claudia, a criança fica um tempo absorvendo muita informação e de repente dá uma decolada, mostrando que conseguiu entender o processo. "É literalmente um 'click', mas que acontece em momentos diferentes para cada criança", ela sintetiza. O legal seria passar esses recadinhos aos poucos. Um a cada semana, para que a família possa ler, compreender e aplicar cada dica. Iremos propor também à escola observada a construções de projetos de aprendizagem, onde as crianças façam apresentações de seus trabalhos para os pais, pois sabemos que qualquer família fica orgulhosa de seus filhos e gostam de participar desse tipo de projeto. Chamar os pais para pequenas reuniões, uma duas famílias por vez, para uma conversa curta (para não tomar muito o tempo de cada família) e conversar sobre seus desejos para seus filhos, o que eles fazem pelos mesmos e o que gostariam de fazer, mas não podem. A escola precisa ser atrativa não só para as crianças mas também para os pais. Quando estes se sentem acolhidos, ouvidos e sentem que seus desejos para seus filhos são também almejados pela escola e que lá eles podem tirar suas dúvidas e buscar também conhecimento, o processo de educação via ESCOLA X FAMÍLIA, será eficaz, proveitosa e de qualidade.
Sendo assim, família e escola devem educar como equipe para propiciar à criança em desenvolvimento maior segurança para enfrentar as dificuldades que são impostas pela sociedade. Na maioria das vezes, quando o fracasso escolar não está associado às desordens neurológicas, o ambiente familiar tem grande participação nesse fracasso. Boa parte dos problemas encontrados são lentidão de raciocínio, falta de atenção e desinteresse. Esses aspectos precisam ser trabalhados para se obter melhor rendimento intelectual. Lembramos que a escola e o meio social também têm a sua responsabilidade no que se refere ao fracasso escolar. A família desempenha um papel decisivo na condução e evolução do problema acima mencionado, pois, muitas vezes, não quer enxergar essa criança com dificuldades, essa criança que, muitas vezes, está pedindo socorro, pedindo um abraço um carinho, um beijo e que não produz na escola para chamar a atenção para o seu pedido, a sua carência. Esse vínculo afetivo é primordial para o bom desenvolvimento da criança. Concordamos com Souza (1995, p.58) quando diz que [...] fatores da vida psíquica da criança podem atrapalhar o bom desenvolvimento dos processos cognitivos, e sua relação com a aquisição de conhecimentos e com a família, na medida em que atitudes parentais influenciam sobremaneira a relação da criança com o conhecimento. Sabemos que uma criança só aprende se ela tem o desejo de aprender. E para isso é importante que os pais contribuam para que ela tenha esse desejo. Existe um desejo por parte da família quando a criança é colocada na escola, pois da criança é cobrado que seja bem-sucedida. Porém, quando esse desejo não se realiza como esperado, surgem à frustração e a raiva que acabam colocando a criança num plano de menos valia, surgindo, daí, as dificuldades na aprendizagem. Acreditando neste desejo é que iremos propor à escola mais reuniões como os pais. Reuniões onde a família possa receber material, dicas e direcionamento de como ajudar seus filhos em seu processo educativo.
Na revista Educar para crescer (11-2013), no texto de Juliana Bernardino 11 maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho, encontramos dicas de como a família pode ajudar na aprendizagem de suas crianças, 1. Deixar bilhetes ou escrever cartas Que outra função tão importante tem a escrita que não a de comunicar? Pois desde bem cedo a criança pode perceber isso, pelas atitudes dos pais. Deixe recadinhos na porta da geladeira, escreva cartas e estimule-a a fazer o mesmo (mesmo que saiam apenas rabiscos. Lembre-se: nessa fase do desenvolvimento, não se erra, se tenta acertar). 'Vou escrever uma carta para a vovó contando como estamos. O que você quer que eu conte para ela?'. Recebeu uma carta ou encontrou um recadinho em casa? Leia em voz alta. "Procure incluir a criança sempre que uma situação de comunicação escrita se apresentar na casa", aconselha a educadora Maria Claudia.
2. Preparar receitas culinárias na presença da criança. Num ambiente alfabetizador, é importante que a família chame a criança, desde muito cedo, para participar de algumas ações, de forma que ela presencie o contato com a língua escrita, percebendo suas várias funções. Na culinária isso pode acontecer de maneira descontraída e divertida. Durante a receita de um bolo, por exemplo, vá perguntando para a criança: "Vamos ver o que falta colocar? Ah, ainda preciso colocar 3 ovos, está escrito aqui".
3. Ler histórias Ler para a criança pequena tem muitos benefícios e, num ambiente alfabetizador, é a primeira exigência a ser feita, pois é por meio de pais e professores que a criança passa a ter contato com a língua escrita. "Quando a mãe lê uma história para a criança, ela é leitora junto com a mãe", acredita Maria Claudia Rebellato. Leia com frequência para seu filho: gibis, revistas, contos de fadas... Leia mais de uma vez o mesmo livro, pois isso é importante para a criança começar a recontar aquela história depois, no papel de leitora, inclusive passando as páginas do livro corretamente.
4. Ser um modelo de leitor Essa é a premissa mais básica de qualquer ambiente alfabetizador. A criança forma valores a partir de bons modelos e, assim, ter pais leitores é fundamental para ela aderir à leitura. "Estante de livro não pode parecer santuário. As crianças têm de observar que os pais estão sempre mexendo ali, escolhendo um livro, lendo-o e comentando-o com a família", acredita Cida Sarraf. E não apenas os livros. A leitura de revistas e jornais também tem de ser um hábito dos pais.
5. Explorar rótulos de embalagens Alguns produtos são recorrentes na dispensa de nossas casas e as crianças acabam se acostumando com a presença deles. Aproveite momentos de descontração, como durante as refeições, para ler os rótulos junto com seu filho. "Com o tempo, ele começa a ler por imagem, por associação. Ele pode ainda não estar alfabetizado, mas já sabe o que está escrito naquela embalagem", explica a especialista Maria Claudia Rebellato. Segundo ela, os rótulos são interessantes de serem lidos porque, na maioria dos casos, são escritos em letra CAIXA ALTA, que é a qual a criança assimila antes da letra cursiva.
6. Fazer listas de compras com seu filho Esta aí uma tarefa pra lá de corriqueira: fazer a lista de compras do supermercado. Num ambiente alfabetizador, o momento pode ser aproveitado: chame a criança para preencher a lista com você e faça com que ela perceba que você anota no papel as coisas que irá comprar, para consultar lá no mercado (uma forma de ela relacionar a linguagem oral com a escrita). Vá conversando com ela: "Vamos anotar para não esquecer. O que mais vamos ter de comprar? Então, vamos escrever aqui". Deixe que ela acompanhe com os olhos o que você está escrevendo e vá falando em voz alta.
7. Aproveitar as situações da rua Placas de trânsito, destino de ônibus, outdoors, letreiros, panfletos, faixas... onde quer que frequentemos estaremos sempre em contato com o mundo letrado e é ótimo que os diferentes elementos sejam aproveitados com a criança. "Dá para levar em forma de brincadeira. 'Olha filho, tem uma placa igual a essa em frente à nossa casa. Sabe o que está escrito nela?'’ ou ainda 'Olha, filho, esse ônibus vai para Cajuru. Cajuru também começa com Ca, igual o nome da mamãe, Carolina'. É por meio dessas situações que a criança vai percebendo as diferentes funções da escrita e fazendo associações", acredita Maria Claudia. Segundo ela, é uma forma não de ensinar/aprender, mas de brincar com as letras, com as palavras, com a escrita e a leitura.
8. Fazer os convites de aniversário com a criança Escrever nos convitinhos de aniversário é uma etapa da festa da qual a criança precisa participar. Pergunte a ela: "o que teremos de escrever nos convites? Precisamos dizer onde vai ser e a que horas". Isso pode ser feito desde o primeiro aniversário da criança, repetindo nos anos seguintes, até chegar a vez em que ela própria irá querer escrever sozinha, com sua letrinha.
9. Montar uma agenda telefônica A agenda telefônica é um bom objeto a ser explorado com as crianças. Ela mostra, claramente, o que é texto e o que é número, com a função de cada um deles. O texto é usado para escrever o nome das pessoas ou dos lugares, enquanto o número é utilizado para informar o telefone. No dia a dia, chame a criança para observar essa diferença. "Olha filho, deste lado ficam os nomes das pessoas e deste o número do telefone delas. Vamos ver qual o número da casa da titia?".
10. Apontar outros materiais escritos Brinquedinhos com palavras e números, calendários, jogos de computador, álbum de fotografia com legendas, scrapbook, tudo isso pode estar no ambiente de convivência da criança, mas... desde que realmente sejam usados por ela, e não funcionem como meros enfeites do seu quarto. "A criança tem de perceber a função de cada um dos elementos que é posto para ela", reitera Cida Sarraf. Houve um tempo em que pais e professores acreditavam que bastava etiquetar os objetos (etiqueta com a palavra cama na cama, com a palavra armário no armário) para as crianças se familiarizarem com a língua. Mas as pesquisas mais atuais mostraram que os diversos gêneros textuais precisam estar presentes e serem usados dentro de uma função comunicativa. Portanto, quando for montar um álbum com fotos de uma viagem, chame a criança para legendar cada foto com você. "Você lembra como se chamava este lugar? Vamos escrever aqui para sabermos daqui a um tempo".
11. Respeitar o ritmo da criança Sabe o que mais pode ajudar na alfabetização de seu filho? Compreender o seu ritmo! Isso mesmo. Investir no ambiente alfabetizador é importante para que as crianças ganhem mais intimidade com a língua escrita (e dessa forma encontrem menos dificuldade quando estiverem aprendendo a ler a escrever), mas isso não quer dizer que o processo será, necessariamente, acelerado, e é importante que os pais tenham isso em mente. Lembre-se: começar a ler e a escrever mais tardiamente não representa problema de aprendizagem ou falta de inteligência. Na maioria dos casos, significa apenas que a criança ainda não atingiu um nível necessário de maturidade.
Segundo Maria Claudia, a criança fica um tempo absorvendo muita informação e de repente dá uma decolada, mostrando que conseguiu entender o processo. "É literalmente um 'click', mas que acontece em momentos diferentes para cada criança", ela sintetiza. O legal seria passar esses recadinhos aos poucos. Um a cada semana, para que a família possa ler, compreender e aplicar cada dica. Iremos propor também à escola observada a construções de projetos de aprendizagem, onde as crianças façam apresentações de seus trabalhos para os pais, pois sabemos que qualquer família fica orgulhosa de seus filhos e gostam de participar desse tipo de projeto. Chamar os pais para pequenas reuniões, uma duas famílias por vez, para uma conversa curta (para não tomar muito o tempo de cada família) e conversar sobre seus desejos para seus filhos, o que eles fazem pelos mesmos e o que gostariam de fazer, mas não podem. A escola precisa ser atrativa não só para as crianças mas também para os pais. Quando estes se sentem acolhidos, ouvidos e sentem que seus desejos para seus filhos são também almejados pela escola e que lá eles podem tirar suas dúvidas e buscar também conhecimento, o processo de educação via ESCOLA X FAMÍLIA, será eficaz, proveitosa e de qualidade.
Relatório Supervisionado do Estagio de Psicopedagogia Institucional
Assim que chegamos à escola pedimos para ver o seu Projeto Político Pedagógico, mas não nos deram. Prometeram para depois. Pedimos mais quatro vezes, mas sem resultado. Foi-nos informado que o projeto estava sendo reformulado. Soubemos pela coordenadora que já fazia tempo que o projeto estava sem terminar e só agora – depois que ela foi contratada – que havia começado a reescrevê-lo. Para Vasconcellos O Projeto Político-Pedagógico é o plano global da instituição. Pode ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se objetiva na caminhada, que define claramente o tipo de educação educativa que se quer realizar, a partir de um posicionamento quanto à sua intencionalidade e de uma leitura da realidade”. Vasconcellos (2007, p. 17) Sabemos que o Projeto Político Pedagógico é tido como um guia e ou indicador que dá firmeza e segurança a escola e ao mesmo tempo exerce o papel de canalizá-la rumo a um verdadeiro e significativo progresso.
Mas para onde vai uma escola que não tem em suas mãos este indicador? Segundo Macedo A construção do Projeto Político Pedagógico (PPP) é peça fundamental no planejamento das instituições de ensino em seus vários níveis e modalidades. É o PPP que irá demonstrar o que a escola idealiza, quais suas metas e objetivos e quais os possíveis caminhos para atingi-los.( Macedo, 2013) A saber, uma escola que não dá importância ao Projeto Político Pedagógico, indiretamente também não valoriza o processo educativo. No entanto, se assim for, jamais poderá pensar numa evolução, mas num destino cada vez mais regressivo, descambando a cada dia num fracasso continuado pelo insucesso. Pensando na importância deste Para Gadotti2000, p. 37, “o projeto pedagógico da escola pode ser considerado como um momento importante de renovação da escola”. Em conversas com os professores observamos que alguns não conheciam a proposta de seu próprio Projeto Político Pedagógico. Diziam que eram sócio-interacionista, mas não conseguiam discorrer sobre o significado desta teoria Vygotsky, que afirma a formação se dá numa relação dialética entre o sujeito e a sociedade a seu redor – ou seja, homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem. Para ele o que interessa é a interação que cada pessoa estabelece com determinado ambiente, a chamada experiência pessoalmente significativa. Nas entrevistas percebemos que a escolaridade dos funcionários é: Pedagogia, Psicopedagogia, Licenciatura em letras, serviço Social e Educação Especial.
Observamos então, a importância da educação continuada para tais funcionários. Todos pensam em seu crescimento pessoal e profissional. Segundo Porto (2000, p. 11) “a formação de professores assume, sem dúvida, posição de prevalência nas discussões relativas à educação numa perspectiva transformadora”. E porto afirma ainda que Novas exigências se impõem ao ser humano, face às transformações epistemológicas, sociais e tecnológicas que produzem. [...] Portanto, [...] a formação continuada de profissionais e professores, e práticas pedagógicas não podem ser pensada de forma dissociada: torna-se necessário questionar, avaliar, resignar a relação formação/prática. (PORTO, 2000, p. 12). Levando esse contexto em consideração, podemos, dizer que o ser humano é ser em constante evolução em sua trajetória de vida pessoal e profissional, que remete a necessidade da elaboração de patamares cada vez mais avançados de saber-fazer. Ainda referente a entrevista no que diz respeito a avaliação da instituição todos estão satisfeitos com o espaço físico destinado a realização da sua atividade, infra-estrutura destinada a realização de sua atividade, destes, três não estão satisfeitos com o treinamento ou programas de capacitação profissional e a maioria não respondeu à pergunta em relação ao salário. Sobre as relações interpessoais no ambiente de trabalho, na atuação da Instituição na aproximação dos funcionários, na promoção de reuniões, na Cooperação no ambiente de trabalho, nas orientações para o desenvolvimento das tarefas diárias e no Sistema de comunicação entre os funcionários todos estão satisfeitos. Todos concordaram que as instruções dadas por seus superiores são claras.
Nas questões abertas: “Em seu setor, liste três problemas, por ordem de importância.” Alguns funcionários citaram a lentidão da internet, a falta de cobertura da quadra, a pouca participação dos pais na vida escolar dos filhos, a falta de sala para os professores e o horário de chegada e saída. Estas respostas se relacionaram bastante com a segunda pergunta: “Na Instituição, liste três problemas, por ordem de importância”.A terceira pergunta foi: “Em seu setor, aponte três aspectos positivos, por ordem de importância”. Falaram sobre a boa relação entre funcionários e professores, sobre a flexibilidade de horários, a tranqüilidade, a união entre os funcionários, os espaços adaptadas para as necessidades especiais, as salas amplas, aconchegante e arejadas. Na quarta pergunta: “Aponte três pontos que você considera fortes da Instituição”. Responderam a amizade, a relação de afetividade com os alunos, o carinhos, respeito e a boa convivências um com o outro. Segundo as repostas dos funcionários observamos uma integração muito forte entre eles. Já trabalham na escola a pelo menos 9 anos e tem professor que já está há 18 anos nesta unidade escolar favorecendo esta boa relação que também reflete em seu trabalho. Reflete também na relação com os alunos possibilitando um ambiente harmonioso, onde se tem prazer em trabalhar. Isto é muito importante, pois um funcionário feliz trabalha melhor. E um professor minimamente satisfeito se relaciona melhor com seus alunos. Podendo cuidar com mais amor, mais carinho.
Todos estão satisfeitos com o Espaço físico destinado a realização da sua atividade, infraestrutura destinada a realização de sua atividade, 3 não estão satisfeitos com o treinamento ou programas de capacitação profissional e a maioria não respondeu à pergunta em relação ao salário.Sobre as relações interpessoais no ambiente de trabalho: Na atuação da Instituição na aproximação dos funcionários: todos estão satisfeitos. Na promoção de reuniões, todos estão satisfeito. Na Cooperação no ambiente de trabalho: todos também estão satisfeitos. Nas orientações para o desenvolvimento das tarefas diárias: todos estão satisfeitos. No Sistema de comunicação entre os funcionários: também estão satisfeitos.
Todos concordaram que as instruções dadas por seus superiores são claras. Com relação às Questões abertas - Em seu setor, liste três problemas, por ordem de importância: Alguns funcionários citaram a lentidão da internet, a falta de cobertura da quadra, a pouca participação dos pais na vida escolar dos filhos, a falta de sala para os professores e o horário de chegada e saída. Estas respostas se relacionarem bastante com a segunda pergunta: Na Instituição, liste três problemas, por ordem de importância. A terceira pergunta foi: Em seu setor, aponte três aspectos positivos, por ordem de importância. Falaram sobre a boa relação entre funcionários e professores, sobre a flexibilidade de horários, a tranqüilidade, a união entre os funcionários, os espaços adaptadas para as necessidades especiais, as salas amplas, aconchegante e arejadas. Na quarta pergunta, Aponte três pontos que você considera fortes da Instituição: responderam a amizade, a relação de afetividade com os alunos, o carinhos, respeito e a boa convivências um com o outro. No Encontro com o grupo, fizemos a dinâmica de apresentação. Contamos com a participação e animação de todos. Na dinâmica todos fizeram as máscaras e falaram como se sentiam em relação às máscaras dos outros. Percebemos uma boa relação entre todos. Na EOCMEA, todos mostraram através de desenho: o que sabem fazer no grupo, o que lhe ensinaram no grupo e o que você aprendeu com o grupo. Percebemos que aprenderam muito umas com as outras. Desenharam brincando com as crianças, em sala de aula com toda a turma, reunida conversando em reunião.
Mas para onde vai uma escola que não tem em suas mãos este indicador? Segundo Macedo A construção do Projeto Político Pedagógico (PPP) é peça fundamental no planejamento das instituições de ensino em seus vários níveis e modalidades. É o PPP que irá demonstrar o que a escola idealiza, quais suas metas e objetivos e quais os possíveis caminhos para atingi-los.( Macedo, 2013) A saber, uma escola que não dá importância ao Projeto Político Pedagógico, indiretamente também não valoriza o processo educativo. No entanto, se assim for, jamais poderá pensar numa evolução, mas num destino cada vez mais regressivo, descambando a cada dia num fracasso continuado pelo insucesso. Pensando na importância deste Para Gadotti2000, p. 37, “o projeto pedagógico da escola pode ser considerado como um momento importante de renovação da escola”. Em conversas com os professores observamos que alguns não conheciam a proposta de seu próprio Projeto Político Pedagógico. Diziam que eram sócio-interacionista, mas não conseguiam discorrer sobre o significado desta teoria Vygotsky, que afirma a formação se dá numa relação dialética entre o sujeito e a sociedade a seu redor – ou seja, homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem. Para ele o que interessa é a interação que cada pessoa estabelece com determinado ambiente, a chamada experiência pessoalmente significativa. Nas entrevistas percebemos que a escolaridade dos funcionários é: Pedagogia, Psicopedagogia, Licenciatura em letras, serviço Social e Educação Especial.
Observamos então, a importância da educação continuada para tais funcionários. Todos pensam em seu crescimento pessoal e profissional. Segundo Porto (2000, p. 11) “a formação de professores assume, sem dúvida, posição de prevalência nas discussões relativas à educação numa perspectiva transformadora”. E porto afirma ainda que Novas exigências se impõem ao ser humano, face às transformações epistemológicas, sociais e tecnológicas que produzem. [...] Portanto, [...] a formação continuada de profissionais e professores, e práticas pedagógicas não podem ser pensada de forma dissociada: torna-se necessário questionar, avaliar, resignar a relação formação/prática. (PORTO, 2000, p. 12). Levando esse contexto em consideração, podemos, dizer que o ser humano é ser em constante evolução em sua trajetória de vida pessoal e profissional, que remete a necessidade da elaboração de patamares cada vez mais avançados de saber-fazer. Ainda referente a entrevista no que diz respeito a avaliação da instituição todos estão satisfeitos com o espaço físico destinado a realização da sua atividade, infra-estrutura destinada a realização de sua atividade, destes, três não estão satisfeitos com o treinamento ou programas de capacitação profissional e a maioria não respondeu à pergunta em relação ao salário. Sobre as relações interpessoais no ambiente de trabalho, na atuação da Instituição na aproximação dos funcionários, na promoção de reuniões, na Cooperação no ambiente de trabalho, nas orientações para o desenvolvimento das tarefas diárias e no Sistema de comunicação entre os funcionários todos estão satisfeitos. Todos concordaram que as instruções dadas por seus superiores são claras.
Nas questões abertas: “Em seu setor, liste três problemas, por ordem de importância.” Alguns funcionários citaram a lentidão da internet, a falta de cobertura da quadra, a pouca participação dos pais na vida escolar dos filhos, a falta de sala para os professores e o horário de chegada e saída. Estas respostas se relacionaram bastante com a segunda pergunta: “Na Instituição, liste três problemas, por ordem de importância”.A terceira pergunta foi: “Em seu setor, aponte três aspectos positivos, por ordem de importância”. Falaram sobre a boa relação entre funcionários e professores, sobre a flexibilidade de horários, a tranqüilidade, a união entre os funcionários, os espaços adaptadas para as necessidades especiais, as salas amplas, aconchegante e arejadas. Na quarta pergunta: “Aponte três pontos que você considera fortes da Instituição”. Responderam a amizade, a relação de afetividade com os alunos, o carinhos, respeito e a boa convivências um com o outro. Segundo as repostas dos funcionários observamos uma integração muito forte entre eles. Já trabalham na escola a pelo menos 9 anos e tem professor que já está há 18 anos nesta unidade escolar favorecendo esta boa relação que também reflete em seu trabalho. Reflete também na relação com os alunos possibilitando um ambiente harmonioso, onde se tem prazer em trabalhar. Isto é muito importante, pois um funcionário feliz trabalha melhor. E um professor minimamente satisfeito se relaciona melhor com seus alunos. Podendo cuidar com mais amor, mais carinho.
Todos estão satisfeitos com o Espaço físico destinado a realização da sua atividade, infraestrutura destinada a realização de sua atividade, 3 não estão satisfeitos com o treinamento ou programas de capacitação profissional e a maioria não respondeu à pergunta em relação ao salário.Sobre as relações interpessoais no ambiente de trabalho: Na atuação da Instituição na aproximação dos funcionários: todos estão satisfeitos. Na promoção de reuniões, todos estão satisfeito. Na Cooperação no ambiente de trabalho: todos também estão satisfeitos. Nas orientações para o desenvolvimento das tarefas diárias: todos estão satisfeitos. No Sistema de comunicação entre os funcionários: também estão satisfeitos.
Todos concordaram que as instruções dadas por seus superiores são claras. Com relação às Questões abertas - Em seu setor, liste três problemas, por ordem de importância: Alguns funcionários citaram a lentidão da internet, a falta de cobertura da quadra, a pouca participação dos pais na vida escolar dos filhos, a falta de sala para os professores e o horário de chegada e saída. Estas respostas se relacionarem bastante com a segunda pergunta: Na Instituição, liste três problemas, por ordem de importância. A terceira pergunta foi: Em seu setor, aponte três aspectos positivos, por ordem de importância. Falaram sobre a boa relação entre funcionários e professores, sobre a flexibilidade de horários, a tranqüilidade, a união entre os funcionários, os espaços adaptadas para as necessidades especiais, as salas amplas, aconchegante e arejadas. Na quarta pergunta, Aponte três pontos que você considera fortes da Instituição: responderam a amizade, a relação de afetividade com os alunos, o carinhos, respeito e a boa convivências um com o outro. No Encontro com o grupo, fizemos a dinâmica de apresentação. Contamos com a participação e animação de todos. Na dinâmica todos fizeram as máscaras e falaram como se sentiam em relação às máscaras dos outros. Percebemos uma boa relação entre todos. Na EOCMEA, todos mostraram através de desenho: o que sabem fazer no grupo, o que lhe ensinaram no grupo e o que você aprendeu com o grupo. Percebemos que aprenderam muito umas com as outras. Desenharam brincando com as crianças, em sala de aula com toda a turma, reunida conversando em reunião.
REFERÊNCIAS
CARDOSO, A. R. Escola e pais separados: uma parceria possível. Curitiba: Juruá, 2009. p- 66- 94. GUZZO, R. S. L; TIZZEI, R. P. Olhar sobre a criança: perspectiva de pais sobre o desenvolvimento. In: GUZZO R. S.L, et al. Desenvolvimento infantil: família, proteção e risco. Campinas, SP: Alínea, 2007.p.35-57. GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais em educação. Porto Alegre: Artes. Médicas, 2000. PORTO, Yeda da Silva. Formação continuada: A prática pedagógica recorrente. In: MARIN, Alda Junqueira (org.). Educação continuada: Reflexões, alternativa. São Paulo: Papirus, 2000. REVISTA NOVA ESCOLA - Grandes Pensadores. Edição Especial de N° 19, Editora Abril. REVISTA EDUCAR PARA CRESCER. Juliana Bernardino. 11 maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho.http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/ajudar-alfabetizacao-seu-filho-470463.shtml. 19-03-2014. RUBINSTEIN, E. R. A queixa escolar na atualidade In: RUBINSTEIN,E. R. O estilo de aprendizagem e a queixa escolar: Entre o saber e o conhecer. Casa do Psicólogo, 2003. p. 51-71. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Coordenação do Trabalho Pedagógico. Do Projeto Político-Pedagógico ao Cotidiano de Sala de Aula. 8. ed. São Paulo: Libertad, 2007.
PROBLEMAS AFETIVOS E DE CONDUTA NA SALA DE AULA.
Patrícia Santos Aguiar ¹
LÓPEZ, Felix. Problemas afetivos e de conduta na sala de aula. COOL, C. PALÁCIOS, J.MARCHESI, A. (org.) Desenvolvimento Psicológico e Educação: Transtornos de desevolvimento e necessidades especiais. Vol 3, 2ª ed. Porto Alegre: Artemed, 2004.
Em seu texto “Problemas afetivos e de conduta na sala de aula”, Félix López inicia afirmando que até há pouco tempo a escola se preocupava apenas com a aprendizagem formal, sem se interessar com crianças com dificuldades de aprendizagem ou educação especial porque acreditava que a sua função afinal era ensinar e avaliar os alunos. O que mudou então? Hoje a escola tem uma função social de formar cidadão críticos, sociais, reflexivos, autônomos, conscientes de seus direitos e deveres, capaz de compreender o mundo onde vivem e de interferir quando necessário para sua melhoria e a preparados para participar da vida econômica, social e política do país.
Dessa forma, Ocorreram mudanças sociais e educativas desenvolvendo assim uma mudança de pensamento. A sociedade passou a se preocupar com a educação inclusiva, dificuldades de aprendizagem específicas e a escola regular passou a se ocupar disso. De quem é a escola? A escola é para todos. O direito à educação é um direito fundamental e não pode ser retirado de nenhuma pessoa, inclusive, daquelas que apresentam qualquer tipo de limitação.
Assim, o autor mostra três causas que levaram a escola a focar nos problemas sociais, emocionais e de conduta dos alunos. Primeiro, um número significativo de alunos com dificuldades de aprendizagem tem também dificuldades emocionais, sociais e de conduta. Segundo, pesquisas questionam o valor explicativo do QI (Quoeficiente de Inteligência) na vida real. A nova visão de inteligências múltipla derruba o pensamento de medida de inteligência. E terceiro, o objetivo básico da escola é incentivar o rendimento escolar e real, o desenvolvimento emocional e social da criança.
Quando o autor fala sobre os problemas afetivos e de conduta em sala de aula, ele afirma que são muito freqüentes na infância. Explica que não é fácil definir o que é um problema na infância e na adolescência e dá algumas razões para essa dificuldade.
Segundo ele, o pedido de ajuda não vem das crianças e adolescentes e sim de seus pais e professores; quando existe o problema depende de como os pais e professores encaram essas dificuldades e dependem mais das características destes que das crianças; as avaliações feitas pelos pais e professores muitas vezes entram em desacordo; muitos desses problemas acontecem em mais de 10% das crianças e adolescentes; os meninos são vistos como mais problemáticos que as meninas; os sintomas mudam muito em crianças. O que pode se um problema numa idade e ser totalmente normal em outra.
López faz uma classificação dos problemas em sala de aula. Os emocionais se choro, retraimento emocional, dificuldades de estabelecer relações com outros, depressão, dificuldade de concentração, entre outros. O autor afirma que os problemas emocionais se manifestam muitas vezes com sintomas específicos, como tiques, enurese, ecoprese, terrores noturnos. Os problemas de conduta se revelam com agressão, mentira, roubo, vandalismo. O autor afirma ainda que o segundo problema é o que causa mais preocupação aos professores porque dificulta a convivência escolar. Para Lópes, “a escola não deve preocupar-se apenas com a ordem, a disciplina e o rendimento, mas também como se assinalou anteriormente, com o bem-estar social e emocional”.
As dificuldades de aprendizagem e os problemas emocionais e de conduta também é um tema exposto por Lópes. O autor descreve a situação em quatro pontos. No primeiro ponto, o autor propõe que há uma maior probabilidade de os alunos com dificuldade de aprendizagem apresentarem problemas de caráter emocional, problemas de conduta e também na interação social. No segundo ponto, o autor discorre sobre os problemas de aprendizagem a longo prazo, e seus efeitos na vida adulta desses indivíduos. Já o terceiro ponto, aborda as varias faces do problema, tendo em vista que os indivíduos com dificuldades de aprendizagem apresentam o problema em diferentes escalas de intensidade e que não seguem um padrão específico de personalidade. Por fim, o autor afirma que há uma clara relação entre as dificuldades de aprendizagem, o baixo rendimento acadêmico e problemas emocionais, deficiências em habilidades sociais e problemas de conduta.
Na alusão de vários outros autores Lópes apresenta algumas possibilidades. São elas: “As dificuldades de aprendizagem causam déficit em habilidades sociais, problema de conduta e problemas emocionais”. “Hipótese reversa”, que afirma que “o déficit nas habilidades sociais, os problemas de conduta e os problemas emocionais causam dificuldade de aprendizagem”. “As duas hipóteses anteriores podem ser corretas simultaneamente”, mas é uma relação que precisa ser evitada. “Entre estas variáveis há uma correlação, mas não uma relação de causa e efeito”. Este é visto como uma descrição de fatos e não com uma hipótese. “Há um ou fatores distintos que são a causa comum de todos esses efeitos”. Essa hipótese foi defendida por aqueles que acreditam que essas dificuldades estão associadas a alterações em um dos lados do cérebro, mas sem efeito. “A relação entre essas variáveis é muito complexa e tais correlações são apenas uma aproximação grosseira do problema”. As dificuldades de aprendizagem e as outras dificuldades podem ser subdivididas em subgrupos. Concluindo, o autor afirma existir fatores sociais ou neuropsicológicos que explicam a associação entre alguns tipos de problemas de aprendizagem e problemas emocionais, mas são na realidade dois acontecimentos que se potencializam.
Em sua pesquisa sobre os maus-tratos infantis o escritor explica que em geral essas crianças com dificuldades de aprendizagem ou problemas de comportamento e todas as dificuldades descritas acima, tendem a sofre mais de maus tratos. E esses maus-tratos são mais um dos fatores que levam a essas dificuldades.
Com relação a pesquisa sobre a privação emocional Lópes afirma que crianças que tiveram privação emocional tendem a ter problemas de aprendizagem, social, escolar e de conduta. Segundo ele “a privação emocional grave tem efeitos tão generalizados e destrutivos que, se for mantido por longo tempo pode explicar não só o fracasso escolar, mas também o fracasso vital generalizado em todos os aspectos da vida”.
Neste texto, Lópes explica também sobre as condutas agressivas em sala de aula. Com certeza esta é uma das situações que mais preocupam os pais, professores e a sociedade. Quão freqüente não são as notícias de professores agredidos e até mortos por alunos! O autor explica os tipos de agressividade existentes física e verbal (entre alunos, alunos e professores, filhos e pais) e afirma que conflitos devem existir mas nunca com o uso da agressividade para resolvê-los. O escritor explica ainda a violência gratuita e afirma que as conseqüências podem ser resumidas em três: a vítima da violência geralmente sua autoestima afetada; o agressor pode obter reforços perversos com popularidade, sensação de poder; e os observadores que não intervém contribui para que a violência continue.
Quando falava sobre a proposta de atuação, o escritor mostra que a estratégia mais adequada a preventiva. Deve-se priorizar o bem estar e a saúde em detrimento do rendimento escolar. Ele apresenta ainda quatro dimensões principais nas quais devemos atentar: A personalidade ( autoestima, autoeficácia, lugar de controle), cognitivos ( visão positiva, juízo moral, valores, planejamento de metas realistas), afetivos (empatia, amizade, rede social, relaxamento, autocontrole emocional), de conduta ( habilidades sociais, interpessoais, conduta pró-social, controle de agressividade).
Lópes segue explicando que os alunos devem descobrir a necessidade de compartilhar valores e normas para que aprendam a relativizar os valores sociais referentes ao rendimento escolar e outros aspectos das relações sociais, ou seja, não hipervalorizar o peso do sucesso escolar. Ele afirma ainda que os programas preventivos não evitam manifestações de problemas de conduta em sala de aula. O que deve ser feito é valer-se de sistemas de disciplina indutiva dando destaque a cinco aspectos: a origem consensual ou, pelo menos, refletida das normas; a explicação das normas em termos que convençam os que as aplicam e os que têm que obedecê-las; a possibilidade de que as normas sejam discutidas por aqueles que têm que obedecê-los; a aceitação de que as normas podem mudar se houver boas razões para isso e o compromisso de que no final os pais e os educadores têm o dever de proteger e educar as crianças.
Este é um bom texto, de fácil compreensão e bastante detalhado, facilitando o entendimento das dificuldades de aprendizagem, colaborando em nosso trabalho de educadores. A maior dificuldade neste texto é a falta de referência sobre o autor. Como é um artigo dentro de um livro e como não tivemos o livro como base para resenhar, não foi fácil encontrar informações sobre Lópes.
1 pedagoga, pós-graduanda em Psicopedagogia.
PROJETO PEDAGÓGICO:
PROJETO PEDAGÓGICO:
“O prazer da leitura e da escrita através do ato de brincar”
Título: “O prazer da leitura e da escrita através do ato de brincar”
Público-alvo: Alunos da Educação Infantil
Duração: 60 dias
REFLEXÃO TEMÁTICA
“... A criança deve ter todas as possibilidades de entregar-se aos jogos e às atividades recreativas, que devem ser orientadas para os fins visados pela educação; a sociedade e os poderes públicos devem esforçar-se por favorecer o gozo deste direito”. (Declaração universal dos direitos da criança, 1959)
JUSTIFICATIVA
O brincar é uma atividade inerente à infância e é um direito de toda criança. É através do brincar que a criança se relaciona com o meio em que vive e com os outros, o que lhe propicia dar significado a tudo que está ao seu redor. Neste sentido, a atividade lúdica não pode ser considerada como algo sem sentido ou como um mero passa-tempo, pois é a partir do brincar que a criança desenvolve a sua curiosidade, sente-se instigada pelas descobertas, estabelece vínculos e princípios de relacionamento social e desenvolve as mais variadas habilidades.
Ao brincar, a criança cria um mundo imaginário, particular, ao mesmo tempo em que aprende a difícil tarefa de viver coletivamente e internaliza conhecimentos importantes da sua cultura. Esta interação acaba por propiciar o desenvolvimento de valores e sentimentos morais e éticos, fundamentais para o convívio harmonioso da sociedade.
É neste sentido que jogos e brincadeiras justificam-se no espaço de uma educação infantil. A brincadeira atende a uma dupla finalidade: propiciar o desenvolvimento infantil, de forma integral, e proporcionar uma aprendizagem motivadora e prazerosa para as crianças.
Este projeto para a Educação Infantil nasce de um profundo desejo de valorizar o lúdico e proporcionar momentos prazerosos de interação, onde o aprendizado ocorra, sim, porém de modo dinâmico, vivo. Se observarmos com cuidado, veremos que os mesmos conteúdos que podem ser trabalhados de modo mecânico e nada agradável, se transformam se abordados na perspectiva do jogo, da interação, do brincar. Porque brincar, para a criança, é coisa séria. É brincando que ela adquire e forma conceitos, é brincando que ela começa a interagir e a socializar-se. São as regras do jogo, a participação ativa, o precisar enxergar o outro e analisar as próprias atitudes durante as atividades recreativas que fazem com que esses momentos sejam amplamente enriquecedores.
Desde noções espaços-temporais até identidade, socialização, tudo está envolvido nos jogos e brincadeiras, na recreação em si. Por isso o amplo desenvolvimento pessoal e social pode ser alcançado durante os jogos.
Brincar, portanto, é essencial para a saúde física e mental das crianças, assim como faz parte do processo de formação do ser humano.
“A esperança de uma criança, ao caminhar para a escola é encontrar um amigo, um guia, um animador, um líder – alguém muito consciente e que se preocupe com ela e que a faça pensar, tomar consciência de si de do mundo e que seja capaz de dar-lhe as mãos para construir com ela uma nova história e uma sociedade melhor”. (ALMEIDA, 1987, p.195)
As atividades desenvolvidas no projeto devem estar de acordo com a faixa etária de cada grupo e com o espaço disponível. O interesse do grupo é fundamental e as regras de cada brincadeira ou jogo devem ser muito bem explicadas, de modo que ao início do mesmo as crianças possam interagir com o mínimo de interferência possível.
Objetivo Geral
- Propiciar aos alunos através de cantigas de roda, receitas, brinquedos e brincadeiras, desenvolver habilidades de leitura, interpretação e escrita.
Objetivos Conceituais
- Desenvolver o gosto e o prazer pela leitura do ato de brincar;
- Conhecer brinquedos e brincadeiras novas;
- Compreender a importância da brincadeira em nossa vida.
Objetivos Procedimentais
- Levantar os conhecimentos prévios dos alunos a respeito dos diferentes tipos de brincadeiras
- Despertar o interesse dos alunos pela leitura e escrita;
- Pesquisar as diferentes formas de brincar;
- Progredir na habilidade de interpretar através da listagem de brinquedos e brincadeiras;
Objetivos Atitudinais
- Valorizar os trabalhos desenvolvidos tanto individuais quanto em grupo;
- Conscientizar sobre a importância da brincadeira nas atividades;
- Reconhecer a importância de todos para o desenvolvimento das atividades.
- Proporcionar momentos agradáveis e prazerosos de lazer e diversão;
REFERENCIAL TEÓRICO
Tendo em vista o papel da educação para a construção de um mundo melhor e para o desenvolvimento eficaz de seres pensantes e críticos, que tenham autonomia para questionar, argumentar, e principalmente, lutar por seus direitos; faz-se necessário uma reflexão do processo educativo, bem como a análise do uso de metodologias que promovam a participação e a integração dos discentes com o seu espaço, com a sociedade, para que estes possam agir criando e recriando seus conhecimentos, os quais são resultantes de práticas sócio-interativas.
Nessa perspectiva, busca-se uma educação preocupada com as experiências, anseios e necessidades da criança e nada mais interessante do que fazer isto valorizando os jogos e brincadeiras que as crianças já sabem ou que gostariam de aprender. O aprender de um sujeito é um processo extremamente complexo em que uma multiplicidade de fatores intervém. Pain (1989) ressalta a necessidade de buscar entender a aprendizagem complexando o problema o que requer o encontro de múltiplos olhares, olhares que são lançados por estudiosos de diferentes campos do saber.
Segundo os parâmetros curriculares nacionais o ensino e a aprendizagem de língua portuguesa resultam de três variáveis: o aluno, a língua e o ensino. Dentro desta visão constata-se que cabe ao professor dirigir atividades didáticas desafiadoras que propiciem o sujeito agir sobre o objeto de conhecimento, o que constituirá o ensino de fato. Tudo isto porque ler não significa somente compreender o que está escrito com letras, significa também compreender o que estar escrito sem palavras que se observa e interpreta a arquitetura de um prédio, uma regra de um jogo ou brincadeira proposta.
Ler envolve muitas ações, por isso é importante que o educando se familiarize com o livro, historinhas, revistas e jornais desde cedo, o que o ajudará não apenas a conhecer as diversas modalidades de textos e a decodificar signos,mas sim o levará a escrever cada tipo de modalidade textual. Por isso, se afirma que o contato da criança com textos variados facilita a descoberta das regras que regem a linguagem escrita.
Entendendo que a temática é pertinente, é relevante fazer um breve comentário sobre o papel da infância na História bem como o desenvolvimento de brincadeiras por elas. Durante muito tempo a criança foi encarada como um adulto em miniatura. Antes ela não tinha oportunidade de ser criança, de praticar atividades próprias para a sua faixa etária, porém com o passar do tempo esta concepção reducionista da criança como um ser que expressa conceitos adultos vai mudando e a partir do século XVIII a criança alcança visibilidade na sociedade.
Loyola (2004) salienta que a infância na história é uma ciranda de muitas voltas isto porque em muitas sociedades diferentes a infância era conceituada de forma diferente. Por exemplo, os egípcios não tratavam a questão da infância da mesma forma que os gregos e romanos e assim por diante. Fazendo uma analogia percebe-se que a criança permaneceu no anonimato durante muito tempo e que não havia espaço diferenciado para elas e assim elas participavam de tudo que os adultos participavam até mesmos os jogos (cartas e jogos de azar) estas mudanças não deixou também de perpassar o campo educacional.
A criança ganha seu espaço na história com Rousseau no século XVIII, este pensador é que revela que é necessário respeitar a natureza infantil. Sua obra enfatiza o valor da infância, dos jogos e dos instintos infantis. Sempre defendeu que as crianças devem ser crianças antes de serem homens e que se deve respeitar o ritmo natural de cada criança.
Assim, percebe-se que o brincar antes era visto como passa tempo, sem finalidade algum, ou melhor, era uma forma de colocar a criança para se ocupar assim não incomodava. No entanto hoje o adulto tem renovado sua visão referente à brincadeira infantil, hoje se entende que o brincar para a criança é tão fundamental quanto para o adulto é o trabalho. É o que a torna ativa, criativa, e lhe dá oportunidade de relacionar-se com os outros.
De acordo com Vigotsky (1987) o brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças ,assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos,crianças e adultos. Desta forma sabendo que toda e qualquer construção do conhecimento inicia e continua no campo da linguagem.
Portanto, a fala, a escrita, o desenho o brincar o cantar e o dramatizar são aprendizagens, propomos trabalhar de forma que os alunos se interessem pela leitura e desenvolvam o prazer de ler. Enfim, no brincar se constrói conhecimento. Em outras palavras, a criança apropria-se do conhecimento do outro através da sua construção pessoal, construindo-se um sujeito significativo.
Acreditando nisso trabalharemos a leitura e a escrita através da ludicidade. A brincadeira acompanha as tradições e culturas de cada época, por isso, a escola precisa criar alternativas para introduzi-la nas atividades de sala de aula. Na execução desse projeto, encontraremos nas diversidades lúdicas, o meio possível para trabalhar atividades interdisciplinares, de forma a satisfazer as necessidades identificadas.
O brincar é tão importante para as crianças e também faz parte da vida do adulto, coisa que o adulto perde, perde bastante e que precisa ser resgatado. Assim pretendemos valorizar e divulgar as brincadeiras usando-as para favorecer o crescimento intelectual dos educandos.
METODOLOGIAS
O projeto será aplicado três dias por semana durante três meses totalizando nove aulas. A cada assunto estudado será escolhido um jogo ou brincadeira que seja adequada a proposta da atividade. Em nossas atividades pedagógicas realizadas em sala de aula, criaremos juntos às crianças processos de aprendizagem que possibilitarão sua formação como pequenos leitores e escritores, produtores de diferentes informações: O trabalho será realizado em três distintos momentos:
VIVÊNCIAS: Neste momento, a criança participará de diferentes situações de aprendizagem envolvendo jogos e brincadeiras, literatura infantil, desafios, práticas corporais com musicalidade diversas em que a criança poderá trocar, descobrir, ajudar e ser ajudado pelos colegas;
REGISTRO DE ATIVIDADES: Após as vivências a criança poderá fazer o registro de suas aprendizagens e descobertas de diferentes formas: no caderno, na folhinha, em livros, cartazes, murais, painéis, no quadro negro com giz, no chão, etc.
EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO DAS ATIVIDADES: Agora, depois de feito os registros criaremos situações individuais e coletivas para as crianças expressarem suas descobertas, explicando o que fez, como fez, e porque fez daquela forma. Assim reconhecemos e valorizamos a construção da linguagem oral pela criança por meio de situações de faz de conta, imitação, dramatização e debates, contexto que trabalharemos a argumentação consistente e lógica, a partir de sua compreensão do assunto estudado.
INTERVENÇÃO
| 1ª aula | |||
Brincadeira:
Jogo do alfabeto
Objetivos:
· Ampliar o repertório de brincadeiras;
· Apropriar-se, mediante o uso, características de um texto instrucional;
· Desenvolver atividades cooperativas;
· Desenvolver atitudes de respeito para com os colegas;
· Escutar os colegas
Procedimentos:
· Texto em cartaz; “Hoje fui à feira e comprei abacaxi...”
· Promover discussão: Você conhece essa brincadeira?Já brincou dessa brincadeira?
· Realizar a brincadeira na rodinha com os alunos;
· A turma deve sentar-se na roda;
· Escolhe-se um dos alunos para começar o jogo. Ele começará e o grupo continuará a brincadeira dizendo, por exemplo: “Hoje fui à feira e comprei abacaxi” (ou outro alimento começado com a letra A);
· O colega que está a sua esquerda repetirá o que foi dito por ele e acrescentará um alimento que comece com a letra B e assim por diante, utilizando as letra5s do alfabeto na ordem correta;
· Listar as palavras que os alunos disserem no quadro.
2ª aula
Brincadeira:
Jogo da amarelinha
Objetivos:
Ø Desenvolver a expressão oral;
Ø Formar palavras;
Ø Perceber as diferenças entre língua falada e escrita;
Ø Desenvolver a capacidade de produzir textos ou palavras;
Procedimentos:
Ø Apresentar texto em cartaz;
Ø Socializar a instrução da brincadeira através da leitura do texto acompanhada pelos alunos;
Ø Desenhar a amarelinha no chão da sala, no lugar dos, colocar letras;
Ø Executar a brincadeira com a participação dos alunos.
Ø Registrar as palavras que os alunos disserem na brincadeira;
Ø Através do acróstico com a palavra amarelinha formar outros nomes;
3ª aula
Brinquedo:
Bilboquê
Objetivos:
Ø Desenvolver a criatividade;
Ø Promover a recreação;
Ø Incentivar a leitura e escrita;
Ø Desenvolver atitudes de respeito para com os colegas;
Procedimentos:
Ø Promover a discussão a respeito do texto: Você sabe o que é um bilboquê?Já brincou com bilboquê? Sabe como se brinca?
Ø Fazer leitura coletiva do texto;
Ø Confeccionar o bilboquê em sala de aula;
Ø Brincar com o bilboquê;
4ª aula
História do brinquedo
Bola
Objetivos:
Ø Conhecer a história da bola;
Ø Promover a leitura da história;
Ø Estimular a criatividade na construção de bola de papel;
Ø Ler e interpretar o texto retirando a idéia principal do texto;
Procedimentos:
Ø Apresentar a história da bola em cartaz de papel madeira;
Ø Fazer leitura coletiva;
Ø Discussão e interpretação do texto: Você brinca de bola? Quem sabe brincar de bola? Você conhecia esta história? O que mais chamou nela? Quem sabe escrever a palavra bola? Com que letra começa?
Ø Pedir que vá até o quadro e escrevam, uma a um, o nome bola;
Ø Saber quem conhece outras palavras com a letra inicial da palavra bola;
Ø Construir essas palavras, em grupo, com o alfabeto móvel;
Ø Anotar as palavras no caderno;
Ø Fazer um cruza - fácil com as palavras estudadas;
Ø Ir a quadra da escola, ou área de recreação e brincar de futebol; ( criar dois times e ser a juíza.).
5ª aula
História do brinquedo:
Bambolê
Objetivos:
Ø Ler e interpretar o texto;
Ø Listar os nomes de seus brinquedos preferidos;
Ø Interagir com os colegas;
Ø Conhecer como surgiu o bambolê;
Procedimentos:
Ø Leitura coletiva do texto;
Ø Levantamento do conhecimento prévio dos alunos: quais os brinquedos eletrônicos que você tem acesso? Você prefere jogo eletrônico ou não? Etc.
Ø Propor que escreva pelo menos o nome de três brinquedos preferidos.
Ø Montar um cartaz com gravuras de crianças brincando;
Ø Levar vários bambolês para a sala de aula e promover competição para ver quem consegue ficar mais tempo girando o bambolê na cintura.
6ª aula
Brincadeira:
Gato e rato
Objetivos:
Ø Desenvolver a expressão corporal;
Ø Criar condição para que a instrução possa ser compreendidas e seguidas pelos alunos;
Ø Perceber que uma palavra pode ter mais de um sentido;
Ø Estimular a leitura.
Procedimentos:
Ø Texto em cartaz;
Ø Levar os alunos para quadra, socializando a brincadeira;
Ø Quatro crianças tiram a sorte para saberem quem será o gato;
Ø Depois rasquem no chão um quadrado bem grande;
Ø Em cada canto, desenhe um quadradinho para fazer as tocas dos ratos;
Ø O gato fica no meio do quadrado e os ratos em suas tocas;
Ø Enquanto os ratos estiverem dentro das tocas o gato não pode pegá-los;
Ø O primeiro que for capturado será o gato.
7ª aula
Brincadeira:
Passar Anel
Objetivos:
Ø Ler e escrever;
Ø Criar condição para que a instrução possa ser compreendidas e seguidas pelos alunos;
Ø Socializar a brincadeira
Procedimentos:
Ø Texto em cartaz;
Ø Pedir para que os alunos identifiquem no texto palavras conhecidas;
Ø Anotar no quadro e em seguida no caderno;
Ø Identificar na cruzadinha palavras escritas no texto;
Ø Brincar.
8ª aula
Cantigas de roda:
Ciranda cirandinha
Objetivos:
Ø Desenvolver a leitura e a criatividade;
Ø Reconhecer o tipo de música;
Ø Cantar a música;
Ø Apropriar-se das características da tipologia textual;
Procedimentos:
Ø Apresentar a cantiga em cartaz para os alunos;
Ø Cantar a canção e fazer a roda;
Ø Pedir que cada um fale um verso quando estiver no meio da roda;
Ø Colocar a música para que os alunos completem as lacunas enquanto escutam e depois identifiquem as palavras que tem sonoridade parecida;
Ø Encontrar no Caça-palavras as palavras que se repetem no texto;
Ø Ditado colorido; onde os alunos Pintarão nas cores iguais os quadrinhos que forme as palavras que a professora ditar;
Ø Fazer bingo com as palavras do texto:
9ª aula
Culminância do projeto. Neste dia as crianças irão à área ou quadra da escola se dividir em grupo e brincar com as brincadeiras que mais gostaram do projeto, podendo criar novas brincadeiras com as dos exemplos (em imagens) abaixo e mostrar a todos na escola.
RECURSOS
Cartazes, caderno, folhas de ofício, sucata, brincadeiras, jogos, crianças, bola, brinquedos, etc.
AVALIAÇÃO
“A avaliação não se classifica,
mas sim se diagnostica e se intervém em favor de uma melhoria de resultados”.
C. Luckesi
Entendemos a avaliação como processo contínuo, será realizado por meio da observação docente e levará em consideração a participação, o interesse e a ampliação do conhecimento dos alunos durante todo o processo de desenvolvimento do projeto.
CONCLUSÃO:
Durante a execução deste projeto o professor poderá contribuir no melhoramento não só da linguagem e da escrita da criança, mas em seu esquema corporal contribuindo para a formação da sua personalidade, colaborar em sua lateralidade pois a lateralidade corresponde a dados neurológicos, mas também é influenciada por certos hábitos sociais. Melhorar sua estrutura espacial, orientação espacial, isto é: poder virar-se, ir para frente, para trás, para a direita, para a esquerda, para o alto, poder ficar em fila, cooperar com sua orientação temporal dando-lhes as noções de tempo longo, de tempo curto (uma hora, um minuto); noções de ritmo regular, de ritmo irregular (aceleração, freada); noções de cadência rápida, de cadência lenta (diferença entre a corrida e o andar).
O brincar é um ato motivador. Contribui para o crescimento psicomotor, neural, afetivo e intelectual da criança. Deve-se assim fazer uso de jogos e brincadeiras em todas as aulas, pois o ato de brincar segundo Oliveira (2000) o brincar não significa apenas recrear, é muito mais, caracterizando-se como uma das formas mais complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo.
REFÊRNCIAS
ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica - técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Edições Loyola, 1987.
LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da aprendizagem escolar.São Paulo: Cortez, 1995.
PAÍN, Sara. Diagnóstico e Tratamento dos problemas de Aprendizagem. 3 Ed. Porto Alegre, Artes Médicas, 1989.
OLIVEIRA, Vera Barros de (org). O brincar e a criança do nascimento aos seis anos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.
Vigotsky, Levi S. Aformação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
Assinar:
Comentários (Atom)





+de+Sem+t%C3%ADtulo.jpg)